sexta-feira, 15 de maio de 2015

Disciplina de Catalogação

Catalogação no século XXI.









Seminário referente a disciplina de RD1 – Representação Descritiva, do curso de Licenciatura em Biblioteconomia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, UNIRIO. Tema: Catalogação no século XXI. Docente: Brisa Pozzi.


LISTA DE SIGLAS


AACR – Anglo-American Cataloguing Rules
AACR2 – Anglo-American Cataloguing Rules, second edition
BL - British Library
CAN/MARC - Canadian Marc
LC - Library of Congress
MARC - Machine-Readable Cataloging
NLC - National Library of Canadá
RDA - Resource Description and Access
USMARC - US Machine Readable Cataloging
FGV – Fundação Getúlio Vargas.






















SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ............................................................................................ 5
2 CATALAGOÇÃO NO SÉCULO XXI.............................................................5
2.1 MARC21.....................................................................................................5
2.2 AACR2........................................................................................................6
2.4 CATALOGAÇÃO COOPERATIVA.............................................................7
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS .........................................................................8
REFERENCIAS ...............................................................................................9
























1 INTRODUÇÃO

O avanço da tecnologia influenciou diretamente em muitas áreas da biblioteconomia, com a catalogação não foi diferente. Após inúmeros marcos nos séculos anteriores que vieram moldando a catalogação até a forma atual, podemos apresentar alguns detalhes que fazem toda a diferença na catalogação no século XXI.

A catalogação descritiva, ao longo de sua história, permeou vários estágios, em relação à sua importância, no âmbito da Biblioteconomia, porém, nunca deixou de ser extremamente metódica e minuciosa. (CORRÊA, 2008)




2 CATALAGOÇÃO NO SÉCULO XXI


Seria impossível falar de catalogação nos dias atuais e não criar a remissiva com o programa MARC21, a AACR2 e a Catalogação Cooperativa. Segundo Barbosa (1978) o formato MARC é:

[...] Método de organizar dados, de tal forma que um registro bibliográfico e os dados nele contidos possam ser identificados pelo computador. A existência de um formato é essencial para a catalogação legível por computador. (BARBOSA, 1978)


Aparentemente, um dos mais relevantes é o relacionamento entre os diversos registros, que permite recuperar, por exemplo, assunto, autor, título de uma obra em diversos suportes existentes na base de dados, ou diversas obras sobre um assunto em um único ou diversos suportes


2.1 MARC21

Próximo ao final do século XX a BL, a LC e a NLC, deram início a uma revisão em seus formatos de intercâmbio, USMARC, MARCII e CAN/MARC visando a criação de um único formato. Após estudos e revisões nos formatos atingiram finalmente o objetivo da elaboração de um único formato, publicando em 1999 o MARC21, foi usado como sigla o número 21 pois o século XXI estava próximo e poderiam destacar mais uma a ideia do formato internacional.

O formato MARC e o código de catalogação AACR2 se completam. O AACR serve como padrão externo para inserir conteúdo no formato MARC. As áreas do AACR contemplam os campos do MARC. Portanto diante à uma planilha vazia do MARC, com o código de catalogação na mão e a formação de bibliotecário, é possível realizar a descrição física de um material sem grandes transtornos. (X SNBU, 2008)

No Brasil foi adotado o formato MARC em consequencia disso temos a  importância da criação de softwares específicos com este formato, para utilização em bases de dados bibliográficos. Os softwares específicos para armazenamento e processamento dos catálogos de acervos bibliográficos foram elaborados para reproduzir e substituir os catálogos manuais, e todas as suas características. Para torná-los o mais próximo dos catálogos manuais, a tecnologia deve prever todos os processos possíveis.

A padronização da descrição bibliográfica também se tornou imprescindível por ampliar a eficiência dos softwares e melhorar seu desempenho. Dos softwares que utilizam o formato MARC 21, podemos destacar três, utilizados por grandes instituições de ensino brasileiras, que possuem grandes acervos e necessitam alterações freqüentes. São eles: Pergamum, Aleph e Virtua. Novas versões dos softwares são geradas a partir as necessidades dos usuários.


2.2 AACR2

A AACR2 veio para sanar um problema identificado na AACR, que era de incorporar novos suportes informacionais e estabelecer novos padrões para dar conta d enorme demanda gerada pelo aprofundamento do processo de Globalização da economia e da informação, potencializado sobretudo pela Revolução Digital, que, embora tivesse início ainda no fim século XX, tornou-se efetivamente uma revolução no século XXI.
Os computadores vieram para sanar a dificuldade no acesso as informações para um número maior de usuários decorrente das mudanças causas pela tecnologia, atualmente temos a questão de novos suportes como Tablets, Ipod’s, Smartphones, TV Smarts e tantos outros equipamentos que podem ter acesso a todas as informações lançadas na rede, mas sempre há a necessidade do Controle Bibliográfico Universal.
Segundo Barbosa (1978), para que os dados catalogados possam  ser processados pelo computador  é necessário coloca-los m forma legível, gerar a devida identificação para depois manipular no computador.

2.4 CATALOGAÇÃO COOPERATIVA

Por fim temos a catalogação cooperativa que obedece as normas “ao pé da letra” pois não seria possível realizar a catalogação cooperativa com objetivo de gerar catálogos coletivos que necessitam de registro padronizados para desempenhar sua função de forma eficaz atendendo prontamente o usuário. Durante o século XXI, temos a consolidação de um marco muito importante para catalogação, chamado de “Catalogação Cooperativa” onde todos participam. Nesse caso seria usada a tecnologia para uma troca rápida e precisa de informações visando a pronta recuperação das informações e evitando a recatalogação do mesmo item.


O trabalho isolado há muito tempo perdeu sua razão de ser. A
cooperação aplicada à catalogação vem transformando-a pouco a pouco, numa disciplina revestida de novas características. Anteriormente, a função da catalogação era apenas a de server como veículo de registro das coleções; sua redação trabalhosa e complicada tornava-a uma tarefa quase que indesejável. Hoje sistematizada e adaptada às técnicas modernas, alia à sua função anterior, a de servir também como veículo de transmissão da informação. (BARBOSA, 1978)




Segundo Barbosa (1978) já se pensava na catalogação de uma forma cooperativa onde todos incluiriam informações e o projeto não fosse trabalhado de forma isolada, anos depois temos com a presença da tecnologia a possivel consolidação desta idéia. Temos grandes exemplos de catalogação cooperativa junto as redes de bibliotecas, sendo um grupo de
bibliotecas da mesma região ou mesmo tipo, que compartilham recursos e custos e possibilitam o desenvolvimento de serviços e programas cooperativos.
Um Exemplo de catalogação cooperative vem diretamente do BIBLIODATA (Maior base de dados do Brasil) é Administrada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) tem cerca de 60 instituições cooperando, aproximadamente 1,6 milhões de registros e o acesso é mediante fechamento de contrato


3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A tecnologia veio para ajudar a classificação trazendo inumeras ferramentas e tentando sanar problemas. Com o advento dos softwares a biblioteca ganhou maior automação e pode utilizar de forma mais ampla os recursos que a biblioteca já oferia localmente, dando visibilidade e trazendo os usuarios para dentro da biblioteca esse efeito é sempre exponencial, em breve teremos novos problemas que poderemos novamente usar a tecnologia como auxilio.










REFERÊNCIAS


X SNBU - Gestão de bibliotecas universitárias: estratégias para um novo tempo. Universidade Federal do Ceará (UFC), Biblioteca Universitária; Universidade de Fortaleza (UNIFOR), Biblioteca e Associação dos Bibliotecários do Ceará (ABC), Fortaleza,1998. Anais… Disponível em: <http://www.biblioteca.ufc.br/snbu/snbu1998.zip>

MEY, Eliane Serrão Alves. Introdução à catalogação. Brasília: Briquet de
Lemos/Livros, 1995.

MEY, Eliane Serrão Alves. Catalogação no plural. Brasília, DF: Briquet de Lemos, 2009.

BARBOSA, Alice Príncipe. Novos rumos da catalogação. Rio de Janeiro:
BNG/Brasilart, 1978.


CORRÊA, Rosa Maria Rodrigues. Catalogação descritiva no século XXI: Um estudo sobre o RDA. 2008. 56f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação. Faculdade de Filosofia e Ciências. Universidade Estadual Paulista, campus Marília, 2008. Disponível em: <http://www.marilia.unesp.br/Home/Pos-Graduacao/CienciadaInformacao/Dissertacoes/correa_rmr_me_mar.pdf>. Acesso em: 27 set. 2013.

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