Catalogação no século XXI.
Seminário referente a
disciplina de RD1 – Representação Descritiva, do curso de Licenciatura em
Biblioteconomia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, UNIRIO.
Tema: Catalogação no século XXI. Docente: Brisa Pozzi.
LISTA DE SIGLAS
AACR – Anglo-American
Cataloguing Rules
AACR2 – Anglo-American
Cataloguing Rules, second edition
BL - British Library
CAN/MARC - Canadian
Marc
LC - Library of
Congress
MARC - Machine-Readable
Cataloging
NLC - National Library of Canadá
RDA - Resource
Description and Access
USMARC - US Machine Readable Cataloging
FGV – Fundação Getúlio
Vargas.
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO
............................................................................................
5
2 CATALAGOÇÃO NO SÉCULO XXI.............................................................5
2.1 MARC21.....................................................................................................5
2.2 AACR2........................................................................................................6
2.4 CATALOGAÇÃO COOPERATIVA.............................................................7
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS .........................................................................8
REFERENCIAS
...............................................................................................9
1 INTRODUÇÃO
O avanço da tecnologia
influenciou diretamente em muitas áreas da biblioteconomia, com a catalogação
não foi diferente. Após inúmeros marcos nos séculos anteriores que vieram
moldando a catalogação até a forma atual, podemos apresentar alguns detalhes que
fazem toda a diferença na catalogação no século XXI.
A catalogação descritiva, ao longo de sua história, permeou vários
estágios, em relação à sua importância, no âmbito da Biblioteconomia, porém,
nunca deixou de ser extremamente metódica e minuciosa. (CORRÊA, 2008)
2 CATALAGOÇÃO NO SÉCULO XXI
Seria impossível falar de
catalogação nos dias atuais e não criar a remissiva com o programa MARC21, a
AACR2 e a Catalogação Cooperativa. Segundo Barbosa (1978) o formato MARC é:
[...] Método de organizar dados, de tal forma que um registro
bibliográfico e os dados nele contidos possam ser identificados pelo
computador. A existência de um formato é essencial para a catalogação legível
por computador. (BARBOSA, 1978)
Aparentemente, um dos mais relevantes é o relacionamento entre os
diversos registros, que permite recuperar, por exemplo, assunto, autor, título
de uma obra em diversos suportes existentes na base de dados, ou diversas obras
sobre um assunto em um único ou diversos suportes
2.1 MARC21
Próximo ao final do século XX a BL,
a LC e a NLC, deram início a uma revisão em seus formatos de intercâmbio, USMARC,
MARCII e CAN/MARC visando a criação de um único formato. Após estudos e
revisões nos formatos atingiram finalmente o objetivo da elaboração de um único
formato, publicando em 1999 o MARC21, foi usado como sigla o número 21 pois o
século XXI estava próximo e poderiam destacar mais uma a ideia do formato
internacional.
O formato MARC e o código de catalogação AACR2 se completam. O AACR
serve como padrão externo para inserir conteúdo no formato MARC. As áreas do
AACR contemplam os campos do MARC. Portanto diante à uma planilha vazia do
MARC, com o código de catalogação na mão e a formação de bibliotecário, é
possível realizar a descrição física de um material sem grandes transtornos. (X
SNBU, 2008)
No Brasil foi adotado o formato MARC em consequencia disso temos a importância da criação de softwares
específicos com este formato, para utilização em bases de dados bibliográficos.
Os softwares específicos para armazenamento e processamento dos catálogos de
acervos bibliográficos foram elaborados para reproduzir e substituir os
catálogos manuais, e todas as suas características. Para torná-los o mais
próximo dos catálogos manuais, a tecnologia deve prever todos os processos
possíveis.
A padronização da descrição bibliográfica também se tornou
imprescindível por ampliar a eficiência dos softwares e melhorar seu
desempenho. Dos softwares que utilizam o formato MARC 21, podemos destacar
três, utilizados por grandes instituições de ensino brasileiras, que possuem
grandes acervos e necessitam alterações freqüentes. São eles: Pergamum, Aleph
e Virtua. Novas versões dos softwares são geradas a partir as necessidades dos
usuários.
2.2
AACR2
A AACR2 veio
para sanar um problema identificado na AACR, que era de incorporar novos
suportes informacionais e estabelecer novos padrões para dar conta d enorme
demanda gerada pelo aprofundamento do processo de Globalização da economia
e da informação, potencializado sobretudo pela Revolução Digital, que, embora
tivesse início ainda no fim século XX, tornou-se efetivamente uma revolução no
século XXI.
Os computadores vieram para sanar a dificuldade no
acesso as informações para um número maior de usuários decorrente das mudanças
causas pela tecnologia, atualmente temos a questão de novos suportes como
Tablets, Ipod’s, Smartphones, TV Smarts e tantos outros equipamentos que podem
ter acesso a todas as informações lançadas na rede, mas sempre há a necessidade
do Controle Bibliográfico Universal.
Segundo Barbosa (1978), para que os dados catalogados
possam ser processados pelo
computador é necessário coloca-los m
forma legível, gerar a devida identificação para depois manipular no
computador.
2.4
CATALOGAÇÃO COOPERATIVA
Por fim temos a catalogação
cooperativa que obedece as normas “ao pé da letra” pois não seria possível
realizar a catalogação cooperativa com objetivo de gerar catálogos coletivos
que necessitam de registro padronizados para desempenhar sua função de forma
eficaz atendendo prontamente o usuário. Durante o século XXI, temos a consolidação de um marco muito importante
para catalogação, chamado de “Catalogação Cooperativa” onde todos participam.
Nesse caso seria usada a tecnologia para uma troca rápida e precisa de
informações visando a pronta recuperação das informações e evitando a
recatalogação do mesmo item.
O trabalho isolado há muito tempo
perdeu sua razão de ser. A
cooperação aplicada à catalogação
vem transformando-a pouco a pouco, numa disciplina revestida de novas
características. Anteriormente, a função da catalogação era apenas a de server
como veículo de registro das coleções; sua redação trabalhosa e complicada
tornava-a uma tarefa quase que indesejável. Hoje sistematizada e adaptada às
técnicas modernas, alia à sua função anterior, a de servir também como veículo
de transmissão da informação. (BARBOSA, 1978)
Segundo Barbosa (1978) já se pensava
na catalogação de uma forma cooperativa onde todos incluiriam informações e o
projeto não fosse trabalhado de forma isolada, anos depois temos com a presença
da tecnologia a possivel consolidação desta idéia. Temos grandes exemplos de
catalogação cooperativa junto as redes de bibliotecas, sendo um grupo de
bibliotecas
da mesma região ou mesmo tipo, que compartilham recursos e custos e
possibilitam o desenvolvimento de serviços e programas cooperativos.
Um Exemplo de catalogação cooperative vem diretamente do BIBLIODATA (Maior
base de dados do Brasil) é Administrada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) tem
cerca de 60 instituições cooperando, aproximadamente 1,6 milhões de registros e
o acesso é mediante fechamento de contrato
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A tecnologia veio para ajudar a classificação trazendo inumeras
ferramentas e tentando sanar problemas. Com o advento dos softwares a
biblioteca ganhou maior automação e pode utilizar de forma mais ampla os
recursos que a biblioteca já oferia localmente, dando visibilidade e trazendo
os usuarios para dentro da biblioteca esse efeito é sempre exponencial, em
breve teremos novos problemas que poderemos novamente usar a tecnologia como
auxilio.
REFERÊNCIAS
X SNBU - Gestão de bibliotecas universitárias: estratégias para um novo
tempo. Universidade Federal do Ceará (UFC), Biblioteca Universitária;
Universidade de Fortaleza (UNIFOR), Biblioteca e Associação dos Bibliotecários
do Ceará (ABC), Fortaleza,1998. Anais… Disponível
em: <http://www.biblioteca.ufc.br/snbu/snbu1998.zip>
MEY, Eliane Serrão Alves. Introdução à catalogação. Brasília:
Briquet de
Lemos/Livros, 1995.
MEY, Eliane Serrão Alves. Catalogação no plural. Brasília, DF:
Briquet de Lemos, 2009.
BARBOSA, Alice Príncipe. Novos rumos da catalogação. Rio de
Janeiro:
BNG/Brasilart, 1978.
CORRÊA, Rosa Maria Rodrigues. Catalogação descritiva no século XXI: Um
estudo sobre o RDA. 2008. 56f. Dissertação (Mestrado em Ciência da
Informação) Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação. Faculdade de
Filosofia e Ciências. Universidade Estadual Paulista, campus Marília, 2008.
Disponível em:
<http://www.marilia.unesp.br/Home/Pos-Graduacao/CienciadaInformacao/Dissertacoes/correa_rmr_me_mar.pdf>.
Acesso em: 27 set. 2013.